Picardia


Apenas o início
21 junho, 2009, 15:51
Arquivado em: 5584
Ontem fui assistir “Apenas o fim”, aquele filme todo rodado dentro da PUC-Rio, produzido por alunos, etc. Bem despretensioso, com boas sacadas de texto, com o dia-a-dia de um relacionamento de jovens universitários e o seu fim, já que a personagem da Erika Mader vai embora, para um lugar não revelado.
Mas antes do filme, enrolei na Livraria Cultura e comecei a ler um livro chamado “O Vendedor de Sonhos”. O narrador do filme é um intelectual, que iria se suicidar quando conhece o tal “guru”, vendedor de sonhos. E daí que o vendedor diz para o narrador que ele precisava parar de escrever com pontos finais e passar a usar vírgulas.
A teoria era simples: o intelectual simplesmente colocava um fim em tudo que não dava certo, em tudo que não estava de seu agrado. Daí o vendedor conclui que alguém tão implacável assim, com certeza colocaria um ponto final na sua vida qualquer hora. Estou pensando nisso até agora… Vírgulas pra que te quero!
Agora vamos ao filme. A personagem da Érika diz mais ou menos assim um certo momento: “Sabe a sensação de que se você não fizer algo, sua vida vai explodir?”. E ela fala isso justamente quando o namorado pergunta se ela é feliz e ela nega. E daí ele pergunta se ela acha que será feliz neste lugar que ela está indo. E ela também diz que não será. Ou seja: mesmo com a certeza de não ser feliz, mudar era preciso.
O outro ponto é o fim do filme, na despedida. A personagem de Érika diz “Isso é apenas o fim. O mais importante já foi feito. O importante foram os momentos especiais que passamos, as coisas boas que temos para lembrar”.
Enfim, passei um fim de sábado bastante pensativo. E como não sou egoísta, quero que vocês pensem nesses pontos. Incrível como eles se relacionam… Pelo menos para mim.

Ontem fui assistir “Apenas o fim”, aquele filme todo rodado dentro da PUC-Rio, produzido por alunos, etc. Bem despretensioso, com boas sacadas de texto, com o dia-a-dia de um relacionamento de jovens universitários e o seu fim, já que a personagem da Erika Mader vai embora, para um lugar não revelado.

Mas antes do filme, enrolei na Livraria Cultura e comecei a ler um livro chamado “O Vendedor de Sonhos”. O narrador do filme é um intelectual, que iria se suicidar quando conhece o tal “guru”, vendedor de sonhos. E daí que o vendedor diz para o narrador que ele precisava parar de escrever com pontos finais e passar a usar vírgulas.

A teoria era simples: o intelectual simplesmente colocava um fim em tudo que não dava certo, em tudo que não estava de seu agrado. Daí o vendedor conclui que alguém tão implacável assim, com certeza colocaria um ponto final na sua vida qualquer hora. Estou pensando nisso até agora… Vírgulas pra que te quero!

Agora vamos ao filme. A personagem da Érika diz mais ou menos assim um certo momento: “Sabe a sensação de que se você não fizer algo, sua vida vai explodir?”. E ela fala isso justamente quando o namorado pergunta se ela é feliz e ela nega. E daí ele pergunta se ela acha que será feliz neste lugar que ela está indo. E ela também diz que não será. Ou seja: mesmo com a certeza de não ser feliz, mudar era preciso.

O outro ponto é o fim do filme, na despedida. A personagem de Érika diz “Isso é apenas o fim. O mais importante já foi feito. O importante foram os momentos especiais que passamos, as coisas boas que temos para lembrar”.

Enfim, passei um fim de sábado bastante pensativo. E como não sou egoísta, quero que vocês pensem nesses pontos. Incrível como eles se relacionam… Pelo menos para mim.



Para que serve a Parada?
14 junho, 2009, 22:25
Arquivado em: Geral
Para que serve a Parada?
Eu sei que é importante a luta, que os direitos dos homossexuais no Brasil ainda não estão garantidos e que ir às ruas e ganhar visibilidade é um passo importante para conquistar apoio político e da sociedade.
Mas para que mesmo serve a parada? Para que as baladas de São Paulo e os hotéis faturem? Para que tenhamos uma micareta gay uma vez por ano?
Se o motivo acima for real, ótimo. Desde que isso seja assumido como a razão principal do evento.
O que não dá é fingirmos que estamos fazendo uma luta, quando todos estão para lá de “colocados”, só pensando na próxima festa. E falo isso como alguém que não foi à Parada, mas foi às festas e aproveitou como todas as outras pessoas.
Mas a luta política sumiu. Na quinta-feira, no Anhagabaú, a presidente da ONG que organiza a Parada, o transsexual Aleandre Santos, o Xande, subiu ao palco. O público era bem eclético. Ele podia falar de tudo, puxar a questão da isonomia dos direitos. Preferiu dar dicas de segurança pessoal.
No Gay Day, no PlayCenter, no sábado, ele também foi ao microfone. Com o discurso ampliado: dicas de segurança pessoal e orientações sobre vinho batizado.

Eu sei que é importante a luta, que os direitos dos homossexuais no Brasil ainda não estão garantidos e que ir às ruas e ganhar visibilidade é um passo importante para conquistar apoio político e da sociedade.

Mas para que mesmo serve a parada? Para que as baladas de São Paulo e os hotéis faturem? Para que tenhamos uma micareta gay uma vez por ano?

Se o motivo acima for real, ótimo. Desde que isso seja assumido como a razão principal do evento.

O que não dá é fingirmos que estamos fazendo uma luta, quando todos estão para lá de “colocados”, só pensando na próxima festa. E falo isso como alguém que não foi à Parada, mas foi às festas e aproveitou como todas as outras pessoas.

Mas a luta política sumiu. Na quinta-feira, no Anhagabaú, a presidente da ONG que organiza a Parada, o transsexual Aleandre Santos, o Xande, subiu ao palco. O público era bem eclético. Ele podia falar de tudo, puxar a questão da isonomia dos direitos. Preferiu dar dicas de segurança pessoal.

No Gay Day, no PlayCenter, no sábado, ele também foi ao microfone. Com o discurso ampliado: dicas de segurança pessoal e orientações sobre vinho batizado.



Nós, os solteiros, somos os maiorais
12 junho, 2009, 17:14
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Juro que achei que pela primeira na vida eu teria o que comemorar no dia dos namorados deste ano. Mas, enfim, Deus tem um senso de humor ótimo e… E nada, meus caros!

Já falei que vou mandar fazer uma camiseta com a frase “Consumir em até dois meses”. Estou quase procurando a terapia, mas um amigo me disse que tudo são coincidências. Um outro amigo já desistiu da vida e se assumiu como “frigideira”: veio ao mundo sem tampa.

Não sou daqueles desesperados, que vão à passeata ou que topam qualquer coisa só para não passar a datar só. “Antes só do que mal acompanhado” é o que eu sempre digo para mim mesmo. Mas esta data tem o poder de nos irritar, de nos fazer pensar na vida.

O fato é que grande parte dos meus amigos e amigas não vão ter o que comemorar hoje. E daí que a gente não entende: se tem tanta gente querendo namorar, por que tem tanta gente solteira? Pode ser porque tem gente exigente demais, porque estamos procurando no lugar errado, porque somos imaturos para relacionamentos ou apenas porque não apareceu ninguém que valha a pena.

Namoro requer sentimento. Investir tempo em paixão em alguém que não valha verdadeiramente a pena é um perigo. Você pode se machucar e machucar o outro. Enfim, são algumas coisas que tenho para mim.

Aos namorados, parabéns. Comemorem da melhor forma possível. Aos solteiros, vamos à luta porque a vida é uma puta.

namorados



Pra não ficar no vácuo
8 junho, 2009, 19:14
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Logo que cheguei a São Paulo e me perguntavam como era o paulistano eu respondia que se você estivesse na feira e soltasse um “Como está caro tomate!” ficaria sem resposta.

Não acho o paulistano antipático – pelo contrário! -,  mas não é um povo dado a um dedo de prosa tão facilmente assim. É só observar o amanhecer em Sampa, sempre silencioso.

É só comparar o transporte coletivo às 7h no Rio e aqui. Lá, há uma agitação, um buxixo. Aqui, todos ainda estão sonolentos ou pensando na rotina que os espera.

Só falei isso para dizer que é difícil achar um bar ou restaurante em São Paulo que puxar papo com a mesa ao lado não te deixará no vácuo. O Ritz é um lugar assim: todo mundo muito sociável, disposto a conversar, a saber se o prato que você pediu é bom, etc.

Fora a simpatia dos garçons. Sábado fui lá com uma amiga e foi agradabilíssimo. Fora o hambúrguer que é “O” melhor da cidade. Muita gentchy phyna, elegantchy e $incera. Sem falar do merengue de framboesa :P

ritz



Um diálogo possível
7 junho, 2009, 02:27
Arquivado em: Celebridades

Miro_Moreira_06_07

A vida profissional, tudo tem dado certo?
Sim, tenho dado sorte
Tem dado, é?!
Não porque o Dado não me quer.
O que vai ser impossível fazer na Fazenda?
A chuca.
Você está solteiro?
Deixei uma pessoa muito especial do lado de fora do programa. Ela é linda e adora cantar do karaoquê comigo.
O que você achou de Jesus Luz?
A luz inferior dele é muito grande. Eu achei algo muito ODARA e acho que foi isso que encantou a Madonna também.
Durante sua estada na Fazenda, você pretende ter uma postura pró-ativa?
Já tentei, mas não consigo nunca. Prefiro algo mais passivo.
Na cama…
Eu adoro dormir de bruços 

A vida profissional, tudo tem dado certo?

Mais ou menos… só o Dado que não me quer

 

Mas de certa forma tem dado?

Ah, dar a gentchy sempre dá, néammm?!

 

O que vai ser impossível fazer na Fazenda?

A chuca.

 

Você está solteiro?

Deixei uma pessoa muito especial do lado de fora do programa. Ela é linda e adora cantar do karaoquê comigo.

 

Você já fotografou com Jesus Luz. O que achou dele?

A luz inferior dele é muito grande. Eu achei algo muito ODARA e acho que foi isso que encantou a Madonna também.

 

Durante sua estada na Fazenda, você pretende ter uma postura pró-ativa?

Já tentei, mas não consigo nunca. Prefiro algo mais passivo.

 

Na cama…

Eu adoro dormir de bruços 



Nós vamos invadir seu banheiro
5 junho, 2009, 18:03
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Calma, gentchi! O título não vai falar sobre o povo que faz a linha “banheirão”, mas dos eco-chatos (com ou sem hífen, hein?!) que agora querem tomar conta do côco e do xixi alheio.

 

Hoje é dia Mundial do Meio Ambiente, todo mundo vai fazer declaração de amor ao planeta, dizer que o Greenpeace e o WWF são tudo-de-bom, mas eu vou pentelhar.

 

Recentemente, nossos queridos ecologistas resolveram propagar a idéia do xixi no banho. Cada pessoa conseguiria economizar 4.380 litros de água todo ano. Fiquei suuuuuper feliz quando li isso porque praticamente recebi um atestado de “ecologista desde o nascimento”.

 

Agora me vem o Jason Mraz – que eu morro com aquele sorrisinho lateral dele – dizendo pra usar o papel higiênico dos dois lados. Oi?! Posso limpar da maneira que eu achar melhor?!

 

Brincadeiras à parte, feliz Dia Mundial do Meio Ambiente.  Um banho refrescante pra comemorar :P

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Besteiras que vão e voltam
4 junho, 2009, 17:10
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Agora é todo mundo dizendo “peitinho” pra lá e pra cá. Outro dia na faculdade um aluno encerrou a gravação de um boletim de rádio com um sonoro “Ronaldo”. Impossível não rir.

 

A @rebiscoito contou no Twitter que um carinha todo jogativo chegou numa menina, perguntou o nome e ela… “Ronaldo”.

 

Daí que ontem – também no Twitter – o @rafo_ me lembrou de uma brincadeira de alguns anos, quando eu ainda estava na faculdade. Por meses a diversão era chegar na porta da sala de aula, virar para trás e “Tenho algo a dizer… eu estou grávida de Luís Carlos Prestes… e quero ter meu filho no Brasil”.

 

Sim, a cena do filme Olga – filme? Ou novela com entrada paga de Jayme Monjardim? -, em que a Camila Morgado entorta a boca pra dizer a cena mais memorável do filme.

 

Saudades das risadas na faculdade, na cantina, no estágio, do contato diário com gente que faz falta

 

De que besteira você se lembra, hein?!




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