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Eu sei que é importante a luta, que os direitos dos homossexuais no Brasil ainda não estão garantidos e que ir às ruas e ganhar visibilidade é um passo importante para conquistar apoio político e da sociedade.
Mas para que mesmo serve a parada? Para que as baladas de São Paulo e os hotéis faturem? Para que tenhamos uma micareta gay uma vez por ano?
Se o motivo acima for real, ótimo. Desde que isso seja assumido como a razão principal do evento.
O que não dá é fingirmos que estamos fazendo uma luta, quando todos estão para lá de “colocados”, só pensando na próxima festa. E falo isso como alguém que não foi à Parada, mas foi às festas e aproveitou como todas as outras pessoas.
Mas a luta política sumiu. Na quinta-feira, no Anhagabaú, a presidente da ONG que organiza a Parada, o transsexual Aleandre Santos, o Xande, subiu ao palco. O público era bem eclético. Ele podia falar de tudo, puxar a questão da isonomia dos direitos. Preferiu dar dicas de segurança pessoal.
No Gay Day, no PlayCenter, no sábado, ele também foi ao microfone. Com o discurso ampliado: dicas de segurança pessoal e orientações sobre vinho batizado.
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